You can’t always get what you want
26/07/2010
Agora pouco me aconteceu algo péssimo. Do tipo de coisa que tira o sono. Descobri que certas pessoas simplesmente não se importam.
Isso pode parecer bem óbvio, afinal, sempre acontece. Todo mundo sabe disso! Mas a coisa muda de figura quando são pessoas que você tem/teve uma relação forte, que marcou sua vida. E aí você descobre que tal pessoa (no meu caso, tais pessoas) simplesmente não querem manter contato, não querem conversar mais com você. Elas não se importam.
Sou do tipo que se apega sabe, mesmo que há muito tempo eu não mantenha aquela relação próxima com um amigo, eu ainda o considero um amigo! Foi alguém que participou e mudou sua vida de alguma forma, caramba! É lógico que vou sempre me lembrar com carinho de tal pessoa, claro que quero saber se ela tá bem, o que tá fazendo, se o seu cachorro morreu ou se quebrou a perna. Mas não é recíproco. Foram anos da sua vida que são simplesmente jogados num baú que nunca mais será aberto. Foi uma relação que morreu. Morreu.
Aqueles telefonemas e mensagens nunca respondidos. A conversa rala. A demora pra responder aqueles e-mails, aqueles lá, sabe? A desconversa e indiferença quando nos encontramos pessoalmente. Sempre tentei arranjar uma desculpa pra tudo isso, como “Ah não, ele está muito o ocupado com o trabalho e a faculdade agora”. Ou “Mas também, como esperei que ele fosse me responder, era uma péssima hora”. Mas não. Precisou daquele um fato pra realmente me dar conta que nunca fez diferença nenhuma se eu queria manter contato ou não. Foda-se a amizade. Pra essas pessoas, foi só um momento, uma fase que já passou. Você serviu, para aquela pessoa, à necessidade do momento.
“Foi bacana, mas passou. Obrigada.”
Quando esse tipo de coisa acontece de verdade, e você se dá conta… Nossa! É um soco na cara. É o tipo de acontecimento que te faz desacreditar e manter sempre a desconfiança.
E sabe o pior? Você sabe que vai acontecer de novo.
Porra, sabe?
Epifania na cabeça cheia de cabelos.
15/03/2010
Infelizmente esse post não será feliz, nem engraçado.
Eu estava na cama há 5 minutos atrás, tentando dormir. E então aquela avalanche de pensamentos veio, totalmente desenfreada, como sempre acontece. E claro, aí sim que eu não consegui dormir MESMO. Todos os pensamentos dos quais você tenta fugir aparecem justamente nesse momento em que você está sozinho e não tem pra onde fugir e se esconder. Eles são como o Freddy Krueger, aparecem a noite durante seus sonhos e te torturam. E é aí que você se desespera, que você percebe o quanto você ainda tem pra lidar e resolver, quando tudo o que você realmente queria era só ter uma boa conversa com alguém bacana, sem precisar se preocupar com o futuro ou qualquer outra coisa assim amedrontadora.
Estou no último ano da faculdade de História. Agora você deve estar pensando: “Nossa, que diferente!”; e o seu próximo pensamento será: “Tadinha!”. É sempre assim. Mas tudo bem, isso não vem ao caso. O ponto é que eu sempre fui dessas pessoas que idealiza tudo, e quando a vida não acontece da forma que eu imaginei, eu me desaponto. Eu sei disso. É um problema, um defeito meu. E apesar de saber disso eu ainda faço isso… sempre.
Então era assim, eu sempre imaginei que acharia o meu dom, e trabalharia com o que eu mais gostava e seria perfeitamente feliz dessa forma. E foi assim que eu prestei pra entrar no curso de História. Eu sempre gostei de História Medieval e Antiga, continuo gostando. Achava que eu seria uma medievalista. Gosto muito dessa palavra: “medievalista”. Enfim, a faculdade começou e eu estava muito animada!
Mas sabe, chega um momento do curso que as pessoas gritam “Eureka! É isso que eu quero fazer!”. Vi muito disso por lá, e é um momento bem bonito mesmo. Achar o que realmente gosta e simplesmente ir em direção do seu objetivo! Inspirador!
Eu não tive o meu momento “Eureka! É isso!”. Não.
E estando eu no último ano da faculdade era de se esperar que ele já tivesse brotado na minha cabeça cheia de cabelos compridos. É bem desesperador isso sabe, do tipo que não te deixa dormir pra acordar as 8h. Minha esperança é ter meu momento epifânico ainda neste último ano, aí ficarei feliz e tranquila!
Não me entendam mal. Eu gosto de História. Mesmo. E não me arrependo de ter feito esse curso, pois ele mudou em muito minha visão sobre MUITOS aspectos sobre MUITAS coisas. Só gostaria de ter a certeza de que é com isso que quero trabalhar o resto de minha vida. Só.
Já achava deveras cruel ter que escolher uma carreira (que teoricamente se deve seguir para o resto da vida) e prestar um vestibular safado aos 17/18 anos. Agora continuo achando cruel. Tudo bem, bem mais cruel. É muito difícil escolher UMA coisa para gostar e trabalhar pra sempre. Eu gosto de jogar videogame, de comer, de ler, de dormir, de assistir filmes e muitas outras coisas. Para a minha infelicidade nenhuma das minhas preferências são carreiras promissoras, nem são carreiras! Ou são e eu não sei?
E só pra fechar o texto, por que que quando eu procurei no Google “cabelos compridos” apareceram várias fotos da Katie Holmes? Sabe, a mulher do Tom Cruise.
Planet earth turns slowly
23/02/2010
Acho que não é segredo pra ninguém que lê esse blog que eu viajei recentemente. E que viagem, não é Mari? Foi realmente ótimo não ser a Renée de sempre por um mês, não fazer o que sempre faço, não ir nos mesmos lugares que sempre vou, experimentar o diferente. Não me entendam mal, eu gosto dos lugares que sempre vou (até porque sempre volto, não é mesmo?), mas gostei de diversificar! Seattle é linda, e tem tudo o que uma cidade pode oferecer de bom, e o melhor: sem poluição, estresse, trânsito e todos os outros problemas que acompanham uma grande cidade. Mas estar em um lugar novo, com pessoas novas, não foi o melhor. O melhor foi perceber o que o resto do mundo tem de bom pra mostrar e oferecer; foi ver que posso sair daqui e ter uma boa vida, melhor do que a posso ter aqui, e quem sabe até viver a vida com que tanto sonho! Trabalhando com o que tenho vontade, e sem precisar morrer de tanto trabalhar apenas para sobreviver.
Essa viagem abriu um leque de sonhos, vontades e opções para mim. Vontade de conhecer todo e qualquer canto do planeta, de morar em outro lugar (ok, esse sentimento só foi reforçado, eu já tinha essa vontade antes), de me especializar fora do Brasil. Na verdade, pensando por esse lado, viajar pode ser muito perigoso! eheheheh
Ao mesmo tempo, viajar me mostrou o quanto eu amo minha família, por que nunca senti tanta saudades deles na minha vida, uma saudades que chegou a doer algumas vezes. Claro, saudades dos meus amigos também.
Por tudo isso, pela oportunidade de ir para Seattle, e poder sentir tudo o que senti em um mês, eu agradeço a Mari, a família Hammer e, claro, a minha família. Muito, muito obrigada!
Próxima parada: Escócia!
E é por isso que mentimos…
17/12/2009
A verdade pode doer… e muito!
” “Bem, disse Kenny, Quer sair algum dia desses, Mia? Comigo, quero dizer?”.
Ai, cara. Eu odeio essas coisas. Odeio mesmo. Sabe, quando as pessoas perguntam “Quer sair comigo qualquer dia desses?”, em vez de “Quer sair comigo na próxima terça?”. Porque desse jeito a gente pode inventar uma desculpa. Porque a gente sempre pode dizer: “Ah, não, na terça tenho um compromisso.”
Mas não dá pra dizer: “Não, não quero sair com você NUNCA.”
Porque isso seria muita crueldade.
E não dá pra ser cruel com o Kenny. Eu gosto do Kenny. Gosto mesmo. Ele é engraçado e carinhoso, essas coisas.
Mas será que quero deixá-lo meter a língua na minha boca?
Não tanto assim.”
(Mia Thermopolis, em A princesa sob os refletores)
… nunca pensei que me identificaria tanto com a Mia…
La vida es sueño.
23/10/2009
“O que é a vida? Um frenesi.
O que é a vida? Uma ilusão,
uma sombra, uma ficção,
e o maior bem é pequeno;
que toda a vida é sonho,
e sonhos, sonhos são.”
(Calderón de la Barca)
Sabe, o pessoal no século XVII sim que sabia das coisas.
Visão cosmológica
28/09/2009
Acho que isso diz algo sobre a minha pessoa.







