Capes

24/10/2010

Depois de muito tempo volto do mundo dos mortos. Mas tudo bem, porque eu tenho a melhor desculpa de todos os tempos pra isso, e posso resumir em apenas três letras: tcc. Tenso né? Mas deixando a conversa mole de lado, vamos ao que interessa.

O post de hoje é roubado. É, é isso mesmo. Junto com mais dois amigos (Mari e Xandão) eu tinha um projeto de vlog, há uns meses, e obviamente ele não foi pra frente. Tínhamos muitos temas pra filmar, temas bons que não podem ser desperdiçados! Então apresentando o mote do post de hoje: capas!

Sim, capas! Sabe, aquelas que os super heróis usam pra voar e tals. Mas vem cá, capa é uma coisa meio brega, né não? Olha o Super Homem! Se ele não voasse, seria ridículo! Capinha safada a dele, super simples aquele pano, sem nenhum acabamento. Pode procurar no Google algumas imagens, eu até espero. (…)

Não é todo herói (ou vilão, porque eles também usam!) que fica bem de capa. Algumas parecem mais uma cortina presa nas costas do que um acessório importante, funcional e que complementa o modelito do personagem. É imporante que a capa fique em harmonia com o resto da fantasia roupa. Mas acalme-se, pois nem tudo está perdido! Nós (Mari, eu e Xandão) selecionamos dois importantíssimos personagens fodões nos quais a capa é TUDO! Não tem como imaginá-los sem capa, vai parecer que algo está faltando! São os ilustríssimos Batman e Darth Vader.

Eu te desafio a achar um personagem que fique melhor de capa do que um desses dois! É incrível (sim, eu acho incrível). Vamos começar pelo Darth Vader, esse maluco aqui.

Uóón Uón

Creio que sabem que eu adoro Star Wars, e que adoro o Vader. Se bem que até aí, o mundo inteiro o adora, e não é pra menos, o cara é o ó! Mas já pararam pra pensar na capa dele? Ela faz parte dele, entre em sintonia com ele, junto com o resto da roupa térmica (?!) e aquele painel do mal no meio do peito. Mas a capa dá seriedade pro Vader, o que só aumenta o nível de awesomeness dele. Ele é o cara mais poderoso da galáxia, e precisa de um modelito que esteja a altura! Isso inclui uma capa, que já não é para qualquer um, mas mais do que isso, uma capa fantástica!

Tem duas coisas que eu acho sensacional e essencial na capa dele. A primeira é o efeito que ela tem quando ele faz aquelas viradas triunfais. Acredito que é porque tem muito pano. Simplesmente incrível. A segunda, minha favorita, é o acabamento dela. As bordas da capa são costuradas com cetim! É coisa linda! Infelizmente não consegui tirar um print da cena em que dá pra ver isso, o leitor de dvd do meu note é ruim assim. Mas se vocês assistirem o Episódio V, na cena em que Darth Vader fala com os bounty hunters sobre capturar a Millenium Falcon, dá pra ver a barra da capa dele, toda de cetim ;]

Mais algumas imagens para apreciarmos Vader com sua capa super fashion.

Até parada, numa action figure, a capa é fantástica!

Cena clássica, com a capa esvoaçante no ápice de sua interpretação!

A “saia” do uniforme se confunde com a capa. Lindo!

Deixando agora o Darth Vader de lado um pouco, vamos falar do homem-morcego.

Sinistro, falaí!

Quem nunca leu um hq ou viu um filme do Batman? O visual do rapaz é bem conhecido, com sua roupa coladinha (huuuum), botas, máscara e… capa! Mas a capa de um dos cabeças da Liga da Justiça também não é pra qualquer um não colega! Um dos “apelidos” do nosso queridíssimos é qual? Caped Crusader! O nome dele é atrelado a capa. Mas tem uma diferença muito importante aqui. A capa dele não é um acessório utilizado só pra aumentar sua awesomeness, pois como sabemos, ela tem uma função bem específica, que é planar (o que é bem awesome também!). Além do mais, a barra da capa tem aquelas pontas bem… bem… morcegais (inventei mesmo, e daí?!), e que dão um aspecto bem sombrio pro Wayne. Foi bem difícil escolher as imagens do Batman pra colocar aqui, mas aí vão as que separei.

Sempre no topo de algum prédio, e a capa quase no formato de asas.

Uma das minhas imagens preferidas.

Pronto pra dar uma planadinha.

Lanço aqui então um desafio: quem encontrar um personagem que fique mais bad-ass com uma capa do que esses dois, deixe um comentário aí embaixo! Pode ser de filme, hq, desenho e até novela da Globo. Valendo!

Agora pouco me aconteceu algo péssimo. Do tipo de coisa que tira o sono. Descobri que certas pessoas simplesmente não se importam.
Isso pode parecer bem óbvio, afinal, sempre acontece. Todo mundo sabe disso! Mas a coisa muda de figura quando são pessoas que você tem/teve uma relação forte, que marcou sua vida. E aí você descobre que tal pessoa (no meu caso, tais pessoas) simplesmente não querem manter contato, não querem conversar mais com você. Elas não se importam.
Sou do tipo que se apega sabe, mesmo que há muito tempo eu não mantenha aquela relação próxima com um amigo, eu ainda o considero um amigo! Foi alguém que participou e mudou sua vida de alguma forma, caramba! É lógico que vou sempre me lembrar com carinho de tal pessoa, claro que quero saber se ela tá bem, o que tá fazendo, se o seu cachorro morreu ou se quebrou a perna. Mas não é recíproco. Foram anos da sua vida que são simplesmente jogados num baú que nunca mais será aberto. Foi uma relação que morreu. Morreu.

Aqueles telefonemas  e mensagens nunca respondidos. A conversa rala. A demora pra responder aqueles e-mails, aqueles lá, sabe? A desconversa e indiferença quando nos encontramos pessoalmente. Sempre tentei arranjar uma desculpa pra tudo isso, como “Ah não, ele está muito o ocupado com o trabalho e a faculdade agora”. Ou “Mas também, como esperei que ele fosse me responder, era uma péssima hora”. Mas não. Precisou daquele um fato pra realmente me dar conta que nunca fez diferença nenhuma se eu queria manter contato ou não. Foda-se a amizade. Pra essas pessoas, foi só um momento, uma fase que já passou. Você serviu, para aquela pessoa, à necessidade do momento.

“Foi bacana, mas passou. Obrigada.”

Quando esse tipo de coisa acontece de verdade, e você se dá conta… Nossa! É um soco na cara. É o tipo de acontecimento que te faz desacreditar e manter sempre a desconfiança.

E sabe o pior? Você sabe que vai acontecer de novo.

Porra, sabe?

Das duas, uma

por José Roberto Torero

Amanhã, domingo, das duas, uma: ou você assiste a um jogo ou a um filme qualquer.
Se você vê o filme, tudo bem. Mas se vê o jogo, das duas, uma: ou você torce para um dos times ou fica indiferente.
Se você fica indiferente, tudo bem. Mas se torce, das duas, uma: ou você pega uma almofada para socar ou rói as unhas.
Se você rói as unhas, tudo bem. Mas se você pega uma almofada para socar, das duas, uma: ou é uma almofada comum, vagabunda, ou é uma almofada de estimação, daquelas pacientemente bordadas por sua sogra dois dias antes de morrer.
Se é uma almofada comum, tudo bem. Mas se é uma almofada especial, das duas, uma: ou voce tenta consertá-la no intervalo ou conta pra sua mulher que transformou em  farrapo aquela lembrança especial.
Se você tem habilidade de crochê e conserta o estrago, tudo bem. Mas se você vai contar tudo para sua mulher, das duas, uma: ou ela é muito mansa ou é uma fera.
Se sua mulher é mansa, tudo bem. Mas se ela for uma fera, das duas, uma: ou você engole em seco todos os xingamentos que vai ouvir ou parte de uma vez para a ignorância.
Se você engole em seco, tudo bem. Mas se parte para a ignorância, das duas, uma: ou você bate ou você apanha.
Se você apanha, tudo bem. Mas se você bate, das duas, uma: ou ela foge e nunca mais volta ou ela chama a polícia.
Se ela foge, tudo bem. Mas se chama a polícia, das duas, uma: ou eles aceitam suborno ou te levam para a delegacia.
Se eles aceitam suborno, tudo bem. Mas se te levam para a delegacia, das duas, uma: ou você vai para uma cela individual ou para uma coletiva.
Se você vai para a solitária, tudo bem. Mas se te põem num coletiva, das duas, uma: ou os companheiros de cela te ignoram ou resolvem lhe dar uma surra para você aprender que não deve bater em mulher nem com uma flor, ainda mais com um controle remoto.
Se eles te ignoram, tudo bem. Mas se eles te acertam, das duas, uma: ou você morre ou vai para um hospital público.
Se você morre, tudo bem. Mas se vai para um hospital público, das duas, uma: ou você é operado por engano e trocam seu sexo ou fica largado no corredor sem ser atendido.
Se trocarem seu sexo e você tiver que mudar seu nome para Maricleide, tudo bem. Se te largarem no corredor, das duas, uma: ou tem uma televisão ali por perto, ou não.
Se não houver, tudo bem. Se houver, das duas, uma: ou assiste a um jogo ou a um filme qualquer.
Dessa vez, assista ao filme.

12/04/2010

Preciso postar logo. Decentemente.

Infelizmente esse post não será feliz, nem engraçado.

Eu estava na cama há 5 minutos atrás, tentando dormir. E então aquela avalanche de pensamentos veio, totalmente desenfreada, como sempre acontece. E claro, aí sim que eu não consegui dormir MESMO. Todos os pensamentos dos quais você tenta fugir aparecem justamente nesse momento em que você está sozinho e não tem pra onde fugir e se esconder. Eles são como o Freddy Krueger, aparecem a noite durante seus sonhos e te torturam. E é aí que você se desespera, que você percebe o quanto você ainda tem pra lidar e resolver, quando tudo o que você realmente queria era só ter uma boa conversa com alguém bacana, sem precisar se preocupar com o futuro ou qualquer outra coisa assim amedrontadora.
Estou no último ano da faculdade de História. Agora você deve estar pensando: “Nossa, que diferente!”; e o seu próximo pensamento será: “Tadinha!”. É sempre assim. Mas tudo bem, isso não vem ao caso. O ponto é que eu sempre fui dessas pessoas que idealiza tudo, e quando a vida não acontece da forma que eu imaginei, eu me desaponto. Eu sei disso. É um problema, um defeito meu. E apesar de saber disso eu ainda faço isso… sempre.
Então era assim, eu sempre imaginei que acharia o meu dom, e trabalharia com o que eu mais gostava e seria perfeitamente feliz dessa forma. E foi assim que eu prestei pra entrar no curso de História. Eu sempre gostei de História Medieval e Antiga, continuo gostando. Achava que eu seria uma medievalista. Gosto muito dessa palavra: “medievalista”. Enfim, a faculdade começou e eu estava muito animada!
Mas sabe, chega um momento do curso que as pessoas gritam “Eureka! É isso que eu quero fazer!”. Vi muito disso por lá, e é um momento bem bonito mesmo. Achar o que realmente gosta e simplesmente ir em direção do seu objetivo! Inspirador!

Eu não tive o meu momento “Eureka! É isso!”. Não.

E estando eu no último ano da faculdade era de se esperar que ele já tivesse brotado na minha cabeça cheia de cabelos compridos. É bem desesperador isso sabe, do tipo que não te deixa dormir pra acordar as 8h. Minha esperança é ter meu momento epifânico ainda neste último ano, aí ficarei feliz e tranquila!
Não me entendam mal. Eu gosto de História. Mesmo. E não me arrependo de ter feito esse curso, pois ele mudou em muito minha visão sobre MUITOS aspectos sobre MUITAS coisas. Só gostaria de ter a certeza de que é com isso que quero trabalhar o resto de minha vida. Só.
Já achava deveras cruel ter que escolher uma carreira (que teoricamente se deve seguir para o resto da vida) e prestar um vestibular safado aos 17/18 anos. Agora continuo achando cruel. Tudo bem, bem mais cruel. É muito difícil escolher UMA coisa para gostar e trabalhar pra sempre. Eu gosto de jogar videogame, de comer, de ler, de dormir, de assistir filmes e muitas outras coisas. Para a minha infelicidade nenhuma das minhas preferências são carreiras promissoras, nem são carreiras! Ou são e eu não sei?

E só pra fechar o texto, por que que quando eu procurei no Google “cabelos compridos” apareceram várias fotos da Katie Holmes? Sabe, a mulher do Tom Cruise.

Acho que não é segredo pra ninguém que lê esse blog que eu viajei recentemente. E que viagem, não é Mari? Foi realmente ótimo não ser a Renée de sempre por um mês, não fazer o que sempre faço, não ir nos mesmos lugares que sempre vou, experimentar o diferente. Não me entendam mal, eu gosto dos lugares que sempre vou (até porque sempre volto, não é mesmo?), mas gostei de diversificar! Seattle é linda, e tem tudo o que uma cidade pode oferecer de bom, e o melhor: sem poluição, estresse, trânsito e todos os outros problemas que acompanham uma grande cidade. Mas estar em um lugar novo, com pessoas novas, não foi o melhor. O melhor foi perceber o que o resto do mundo tem de bom pra mostrar e oferecer; foi ver que posso sair daqui e ter uma boa vida, melhor do que a posso ter aqui, e quem sabe até viver a vida com que tanto sonho! Trabalhando com o que tenho vontade, e sem precisar morrer de tanto trabalhar apenas para sobreviver.
Essa viagem abriu um leque de sonhos, vontades e opções para mim. Vontade de conhecer todo e qualquer canto do planeta, de morar em outro lugar (ok, esse sentimento só foi reforçado, eu já tinha essa vontade antes), de me especializar fora do Brasil. Na verdade, pensando por esse lado, viajar pode ser muito perigoso! eheheheh
Ao mesmo tempo, viajar me mostrou o quanto eu amo minha família, por que nunca senti tanta saudades deles na minha vida, uma saudades que chegou a doer algumas vezes. Claro, saudades dos meus amigos também.

Por tudo isso, pela oportunidade de ir para Seattle, e poder sentir tudo o que senti em um mês, eu agradeço a Mari, a família Hammer e, claro, a minha família. Muito, muito obrigada!

Próxima parada: Escócia!

A verdade pode doer… e muito!

” “Bem, disse Kenny, Quer sair algum dia desses, Mia? Comigo, quero dizer?”.

Ai, cara. Eu odeio essas coisas. Odeio mesmo. Sabe, quando as pessoas perguntam “Quer sair comigo qualquer dia desses?”, em vez de “Quer sair comigo na próxima terça?”. Porque desse jeito a gente pode inventar uma desculpa. Porque a gente sempre pode dizer: “Ah, não, na terça tenho um compromisso.”

Mas não dá pra dizer: “Não, não quero sair com você NUNCA.”

Porque isso seria muita crueldade.

E não dá pra ser cruel com o Kenny. Eu gosto do Kenny. Gosto mesmo. Ele é engraçado e carinhoso, essas coisas.

Mas será que quero deixá-lo meter a língua na minha boca?

Não tanto assim.”

(Mia Thermopolis, em A princesa sob os refletores)

… nunca pensei que me identificaria tanto com a Mia…

La vida es sueño.

23/10/2009

“O que é a vida? Um frenesi.

O que é a vida? Uma ilusão,

uma sombra, uma ficção,

e o maior bem é pequeno;

que toda a vida é sonho,

e sonhos, sonhos são.”

(Calderón de la Barca)

 

Sabe, o pessoal no século XVII sim que sabia das coisas.

Visão cosmológica

28/09/2009

calvin e haroldoAcho que isso diz algo sobre a minha pessoa.

Para adoçar o dia

19/09/2009

Receita

de Nicolas Behr

 

Ingredientes

2 conflitos de gerações

4 esperanças perdidas

3 litros de sangue fervido

5 sonhos eróticos

2 canções dos beatles

 

Modo de preparar

dissolva os sonhos eróticos

nos 2 litros de sangue fervido

e deixe gelar seu coração

 

leve a mistura ao fogo

adicionando dois conflitos

de gerações às esperanças

perdidas

 

corte tudo em pedacinhos

e repita com as canções dos beatles

o mesmo processo usado com os

sonhos eróticos mas desta vez

deixe ferver um pouco mais e

mexa até dissolver

 

parte do sangue pode ser

substituído por suco de

groselha mas os resultados

não serão os mesmos

 

sirva o poema simples ou com

ilusões